Estado e globalização, duas palavras que juntas conjugam a elasticidade do domínio imperialista. O Estado que deveria proteger a vida, o direito mais básico de todo cidadão, protege o direito de uma minoria. Garante a perpetuação das desigualdades, da miséria ao invés de diminuí-las. Globalização que mundializa o poder dos “globalizadores” em detrimento dos “globalizados”.
O Estado que passa à iniciativa privada suas incumbências, sabendo que a única intenção dos investidores é a maximização dos lucros e não a garantia da dignidade dos detentores dos direitos ou, melhor dizendo, das vítimas dos direitos. Globalização que dissolve no na parte pobre da “grande família global” a AIDS, fome, malária e tantas outras.
Estado que suga dos seus em favor do enriquecimento dos poderosos que mandam e desmandam nos subdesenvolvidos a seu bel prazer. Globalização que torna possível a tomada de empréstimos para que os juros destes sejam pagos com o sangue daqueles que dependem dos investimentos sociais de seus respectivos governos.
Estado que destrói seu mercado interno e faz políticas de produção para o mundo, sem lembrar de suas crianças subnutridas. Globalização que multiplica o número de sites com fotos e propagandas de crianças a serem vendidas, que se submetem a isso para não serem mais crianças subnutridas.
Estado que joga suas crianças de 16 anos em depósitos de “lixo humano” por apertarem o gatilho de uma arma ao assaltar uma família. Globalização que joga ao vento propagandas de tênis e celulares, para somente uma pequena parte poder usufruir desses bens.
Enfim, Estado que cede aos apelos de uma globalização desigual e injusta e globalização que pressiona ao Estados mais fracos a se submeterem ao seu reinado caótico. Estado e Globalização, a dupla conjugação da falta de respeito à dignidade da pessoa humana.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Eu tava pensando nisso nos últimos tempos!Sabe quando vc passa por um lugar e sempre lembra da mesma coisa?!Pois é, sempre que eu estava passando por um prédio onde tinha um cartaz enorme de Lula(não era enorme, mas preciso dar poeticidade ao que digo!!!)ficava pensando na "Privataria"!
Eu não sou mais Comunista(que triste é dizer que "não sou mais" alguma coisa, parece que vendi meus ideais!!!), mas a propriedade é um roubo(estas últimas palavras são anarquistas, mas não tem problema).
O Estado falha, não cumpre com o seu dever. Delega à iniciativa particular a Saúde e a Educação.É um teorema simples: o pobre não tem acesso aos serviçõs de qualidade enquanto os donos das empresas que prestam os serviços acumulam o dinheiro!Então, além de não fornecer o que o povo precisa, ainda estimula a concentração de renda!!!
E é aí onde entra Lula. Ele quer reparar as injustiças históricas com os menos favorecidos, empurando-os para as universidades a qualquer custo. Nem um problema até aí. Só que com o PROUNI, as instituições privadas estão se fortalecendo, em detrimento das públicas.
Parce meio conspiratório(bem Dan Brown), mas os capitalistas do ensino souberam se fazer(com a ajuda do Estadso, é claro). Primeiro investiram no ensino básico, enquanto as escloas públicas eram sucateadoas pelo descaso dos governantes. Agora, só tem acesso ao superior que tem uma boa base (maldito vestibular!!!).
Conclusão:
Aumentar a quantidade de vagas nas estaduais e federais só vai colocar mais ricos nas salas de aula, e o pobre continuará na mesma. Concordo sim com as cotas(não para negro, para pobre) e com o PROUNI, porém como efeitos paliativos, já que é urgente, o Brasil não pode esperar que as reformas sejam feitas!!!!
E vou parando , senão meu comentário vai ficar maior que o teu texto!!!!
Postar um comentário